Nossa
existência é sustentada por coisas que são tão transitórias, mas, que são tão
eternas. Acho que transitoriedade e eternidade fecundam-se no ambiente da vida
para nos dizer algo bem peculiar: se na realidade o tempo passa sendo a chave que tranca e desespera, no inconsciente
cada um de nós está convicto de imortalidade, sendo a chave que liberta e traz leveza. Como bem explica Freud: o tempo do inconsciente não é um tempo que passa, é um “outro tempo”, o tempo da “mistura dos tempos”, o tempo do “só depois”, o “tempo da ressignificação”.
Jefferson Vale

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