quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Estradas brasileiras, Caminhos de Morte!

Hoje, fui levar seu Aurino, um querido funcionário aqui do STBNe em sua casa, porque o carro que viria buscá-lo, simplesmente tomou Doril. Hoje, bem mais atencioso, por que a cidade de Feira passou a data de hoje (02/02/2012), oprimida por aqueles que deveriam, pelo menos nos dar a sensação de segurança. Lá fui eu e o estimado Aurino. Na volta, optei em vir pela Br 116, encurtando o caminho, e, quem sabe, passando por menos riscos que as turvas estradas vazias e das esquinas repletas de traços de medo. Ao aproximar-me do meu destino, em um ponto bem escuro da Br, pude em frações de segundos, avistar cones de segurança. Reduzi imediatamente a velocidade da moto, carros da Federal ao lado, pensei em blitz de rotina, quem sabe? Mais não! Era mais um acidente das estradas brasileiras, arrebatando mais uma vida.
Senti o pneu, passando por cima de algumas “coisas” que só depois pude me dar conta de que era. A pior sensação da minha vida! Pude refletir em eternos segundos, a existência e a passagem de mais um ser humano por esse kósmos que deflagramos para construir as vias assassinas e seus caminhos de morte. O que realmente construímos? Caminhos para encurtar as distâncias humanas ou para encurtar vidas? Construímos mesmo o que? Vias onde nós humanos trafegamos para tornar a vida mais acessível ou vias onde as máquinas (carros) potentes e cheios de imponência desvirtuam e desumanizam as pobres criaturas, dominadas pelo “poder automotivo” e senso de liberdade, que na verdade, não tem nada de liberdade, apenas cativeiros de ferros, que da lucro as grandes montadoras, e , por isso, o governo colabora com constantes reduções do IPI e outras taxas que cooperam para a disseminação do vírus urbano?
Como já dizia Friedrich Nietzsche, “a vida vai ficando cada vez mais dura perto do topo”. Enquanto não abandonarmos o topo doentio de uma personalidade sedenta pelo “poder automotivo”, alimentada pelo mundo industrial dos possantes alados e sem respeito nenhum à vida do outro, continuaremos a tomar os caminhos das vias negras. Continuaremos a passar com os nossos pneus sobre a sobra da vida humana, onde já saberemos as cenas dos próximos capítulos. Continuaremos com as inflações de conduzir, do caminho da vida para os caminhos de morte.
 Jefferson Vale      

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